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riscos_e_rabiscos

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Com ou Sem Açucar?

 

Como o meu sexto sentido costuma ser bem apuradinho e a crise não parece querer ir dar uma voltinha até outras paragens, sempre que vou ao café beber a DDR de cafeína diária, guardo o restante (que é quase todo) do meu pacotinho de açucar.

 

Um dia destes, depois das declarações bombásticas das medidas elaboradas pelo governo do inginheiro Sócras, estava eu agarrada a uma chaveninha de café e a pensar de como iria ser a minha vida daí para a frente, quando a minha consciência começou a mandar sinais de alerta.

Dei-lhe voz e eis que ela me diz "olha lá, já viste as quantidades de açucar que deitas fora? Já viste que desperdício que é ao final do ano? E as pessoas que adorariam ter uma colher de chá de açucar para atenuar a fome? Eu, se fosse a ti, começava a guardar os restinhos..." E assim foi. Daí para a frente comecei a trazer os restinhos comigo.

 

Quem me vê guardar os restinhos do MEU açucar deve pensar que eu sou doida mas eu não me importo nada. Porque se eu tivesse começado a fazer isto desde o início do ano, não me aconteceria o que me aconteceu no fim-de-semana, quando fui às compras: fui até à prateleira do açucar e... estava lá apenas o sítio! E isto em dois supermercados.

Se me perguntarem a minha opinião, eu direi que não há falta de açucar, há é alarmismo causado pela comunicação social e o consequente pânico das donas de casa que estão aterrorizadas com a ideia de não terem açucar para por nas filhóses no Natal, e por isso, compram todas as tonelada que encontrarem num qualquer supermercado.

 

Das duas, uma: o pessoal que anda a comprar açucar por atacado deixa uns pacotinhos para quem vier depois ou este ano filhós, só com canela.

 

É caso para perguntar "com ou sem açucar"?